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Crise econômica afeta aumento real do salário mínimo

Curitiba, 09 de agosto de 2019 | 17h53

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A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou o relatório da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020 com a previsão de salário mínimo de R$ 1.040, sem o chamado aumento real, política de reajuste baseada na inflação do ano anterior mais um aumento com base na variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes

No entanto, o crescimento do mínimo apenas pela inflação é algo comum em períodos de crise e recessão. Em 2017 e 2018, foi concedido o reajuste somente com base na inflação porque a economia de dois anos antes (2015 e 2016) teve retração. Essa metodologia é usada desde o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (2011).

Levantamento do Dieese mostra que, de 2004 a 2019, o aumento real acumulado do salário mínimo, ou seja, acima da inflação do período, foi de 74,33%. O projeto de lei será apreciado pelo plenário do Congresso Nacional. Se aprovado pelo Legislativo, o mínimo começa a valer no ano que vem, com pagamento a partir de fevereiro.

O salário mínimo serve de referência para cerca de 48 milhões de pessoas, sendo cerca de 23 milhões beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O valor impacta sobre a folha de pagamentos da Previdência Social e da administração de prefeituras.

 

Confira, em termos de valores, o salário mínimo dos últimos 20 anos:

 

2019 - R$ 998,00
2018 - R$ 954,00
2017 - R$ 937,00
2016 - R$ 880,00
2015 - R$ 788,00
2014 - R$ 724,00
2013 - R$ 678,00
2012 - R$ 622,00
2011 - R$ 545,00
2010 - R$ 540,00
2009 - R$ 510,00
2008 - R$ 465,00
2007 - R$ 415,00
2006 - R$ 380,00
2005 - R$ 350,00
2004 - R$ 300,00
2003 - R$ 260,00
2002 - R$ 240,00
2001 - R$ 200,00
2000 - R$ 180,00

 

Fonte: Congresso em Foco

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